Academia de Sobredotados

Mentes para o Futuro

Numa sociedade, tal como a brasileira, que "espera" e "anseia" por diplomados... e na qual inúmeras de suas "mentes-pensantes" só encontram conforto na citação de terceiros, quem está realmente preparado para avaliar uma sobredotação? Por que esperar que haja reconhecimento por aquilo que não se conhece, não se entende para além dos valores convencionados como "valores reais" da pessoa inteligente...

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Respostas a este tópico

Bom tópico Alixie!! Também considero uma questão importantíssima, e que ainda não consegui respostas:
- "Quem é que está realmente preparado para avaliar uma pessoa sobredotada?" Que referencias usam?"
- "Com que escala de valores, níveis numéricos, ou que factores usam para descrever uma pessoa sobredotada com X, ou Y de QI?"

Estas sao algumas das mais pertinentes respostas que gostaria de ter, no entanto, continuemos a procurar não só responder a estas, como também a outras mais que surgiram!! =)

1 abraço

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Apesar da sua pertinência, o tema aqui lançado é pacífico. Não apresenta obstáculos hoje em dia.
A sobredotação (ou superdotação como dizem no Brasil) tem merecido milhares de estudos científicos desde há mais de 50 anos e de autores muito credenciados (basta consultar os trabalhos certos e não leituras de banca de jornais).
A própria Organização Mundial de Saúde estabeleceu os seus critérios para a definição do que é a sobredotação e como ela pode ser detectada.
Poderá parecer estranho um organismo de Saúde interessar-se por um tema que aparentemente nada tem a ver com o seu campo de actuação. Acontece, porém, que, hoje, o próprio conceito de Saúde alterou-se. Ter Saúde já não é o mesmo que "não ter doença". Ter Saúde é muito mais do que isso.
Voltando ao tema: a sobredotação para ser confirmada deve levar em consideração um conjunto de critérios que estão para lá da medida do Q.I. (hoje em desuso devido às suas limitações) e que abrange também características de personalidade e a análise de obra produzida (os olheiros do futebol sabem distinguir um jovem talento de um jogador vulgar)
Recordo um menino que com 7 anos idade apresentava um grande talento para o desenho arquitectónico. Tinha produzido já alguns milhares de desenhos (ela desenhava horas seguidas) e foi observado por professores da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Concluiram que era dotado de "alta habilidade para o desenho arquitectónico" sem que tenha tido aprendizagem anterior. Psicólogos descobriram outras caracteríticas próprias destes casos como uma invulgar capacidade de trabalho e persistência, o que lhe permitia aprender de forma muito rápida e raramente observada na sua idade.
Enfim, neste como noutros casos, é importante que sejam pessoas habilitadas a determinar se há ou não sobredotação. Foram professores de Arquitectura que avaliaram o menino de 7 anos, não um psicólogo isolado que da matéria pouco soubesse.
Também acontece que a sobredotação obviamente existe. Está do outro lado da escala onde se situam as crianças com fortes limitações cognitivas. E estas existem, infelizmente, merecendo todo o apoio e intervenção que a sociedade for capaz de criar para os libertar das suas limitações (psicológicas, biológicas, sociais, etc.).
Sabe-se hoje que uma percentagem significativa das nossas aptidões são resultantes das estruturas cognitivas e biológicas com que nascemos e que depois são "trabalhadas" pelo meio (a cultura, a sociedade, etc.). O peso de factores como a época, o local, o país e outros são decisivos para o despontar da sobredotação. Infelizmente também há muitos casos em que as crianças são inibidas de mostrarem o seu real valor.
Não podemos é cair naquela tentação (baseada numa antiga crença dos psicólogos que julgavam que nascíamos com a "cabeça" vazia) e afirmar que não há sobredotados, que isso é uma invenção, uma treta, ou fruto de aprendizagem e treino. Quem afirmar isso, mesmo que mereça todo o respeito, não percebe nada do que está a falar e o melhor é primeiro aprender (e muito) para poder dizer qualquer coisa de jeito.
Queria acrescentar que a inteligência não é o único critério de avaliação da sobredotação, nem é mesmo determinante em certos casos como acontece nos "sobredotados criativos".
Ricardo Sottomayor (I.I.)

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Obrigada, por sua contribuição, no entanto, como dissemos em nosso texto, no Brasil há uma busca incessante por diplomas, a busca por conhecimento, por sabedoria, não é do interesse de "grande parte" justamente dos individuos que pretendam ser os mentores espirituais e, portanto, intelectuais de nossos jovens. Conhecemos inúmeras pessoas, diplomadas ou não, que estão fazendo a diferença exatamente por não se "prenderem", ou "se limitarem", aos estudos oficiais. É claro que a sobredotação existe, nunca o negamos, quanto às Organizações, sabemos que o melhor que possuem são inúmeros individuos gabaritados, que nem sempre estão aonde deveriam estar, o que nem sempre torna tais Organizações gabaritadas naquilo que se crê deveriam ser. (Alixie Mites - Suy Maer-Ess Community)

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